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Professora Norma presta homenagem à sua mãe, dona Ceci

  • ailacultatende
  • 3 de abr. de 2022
  • 4 min de leitura

Francisca de Holanda Moraes, seu nome de batismo, passando a assinar como Francisca de Holanda Oliveira, após seu casamento e, Ceci Moraes, o nome adotivo que a fez melhor conhecida em todos os lugares que passou.

Nascida em 04.12.1936, na casa de seus pais, zona rural deste município de Iracema. Segunda filha do casal, Manoel de Holanda Moraes (Moraes Campelo) e Tecla de Holanda Bessa,

Criança alegre e cheia de brincadeiras, cresce entre parentes e amigos na fazenda dos pais. Aprendeu a ler e escrever também em casa com ensino domiciliar prestado por um professor particular em virtude da inexistência de escola na zona rural naquele século. A jovem Ceci Moraes, aos 18 anos com apoio dos pais opta por estudar em convento de freiras, pois percebia-se vocacionada a vida religiosa. Após 3 anos no convento em Mossoró trouxe a certeza que seu caminho seguiria outros rumos. Retorna a cidade de Iracema, e decide aprimorar seus dons com a costura. Seu amado pai, na certeza que estava apoiando de forma correta as decisões de sua filha, encontra no Munícipio de Pereiro, a professora que iria ensinar-lhe com maestria as maravilhas da modelagem do corte e costura.

Entretanto, desconhecia a jovem Ceci Moraes, que seu desejo em aprender a costurar e a decisão de sair do convento estavam escritos nos planos divinos pois, ao chegar em Pereiro, achou de ficar hospedada numa residência que ficava vizinha a casa do seu futuro esposo.

Mesmo tendo um compromisso de namoro, Ceci Moraes foi atraída e sentiu despertar um sentimento muito maior e mais forte pelo moço, José Desidério de Oliveira (prof. Zequinha). Este, por sua vez, foi seduzido pelos belos olhos verdes da linda dama Iracemense. Tanto insistiu que conseguiu conquistá-la, ficaram noivos na noite de São João em 23 de junho de 1963, e casaram em 02 de outubro do mesmo ano. A cerimônia de casamento aconteceu na residência da noiva, uma linda festa, alegrias dos pais da noiva por estarem casando sua primeira filha.

Pereiro foi o lar deste casal de 1963 até 26 de julho de 1986, ocasião em que migram para Iracema com todos os 7 sete filhos: Carlos, Norma, Naira, José, Nélia, Maria e Aiéu. Uma grande história construída por este casal.

Em Pereiro está a primeira parte de desta vida conjugal que conforme ela tanto repetiu: fomos felizes da forma que foi possível. Deus foi bondoso e nos permitiu sobreviver aos dissabores dos anos pesados da ditadura militar. Seu esposo sempre engajado em na política do país, optando sempre por partidos de esquerda, para ele não faltaram perseguições. Porém, a sabedoria dela em conduzir situações complicadas e conseguir equilibrar emoções para proteger sua família e, seu esposo de acusações falsas, que poderiam ter levado a consequências graves, foi determinante. Dona de si, com respostas prontas e sábias, geria qualquer circunstância com maestria, sempre direta e objetiva.

Fervorosa na fé, seus joelhos e cabeça sempre se dobravam para Deus, e para sua devoção a Nossa Senhora da Conceição, Nossa Senhora do Carmo, e Santos Cosme e Damião, santos que aprendeu a amar em Pereiro.

Sua vocação materna sempre aflorada na criação e educação dos 7 filhos, continuou presente ao nascer seu primeiro neto Ciro, nome escolhido por ela e que o tinha como filho. Logo depois vieram mais netos e netas pra sua alegria que amava ver sua casa cheia de vida. E quando já não esperava mais netos, chegou a neta caçula, a pequena Heloíse que lhe trouxe muitos sorrisos nestes últimos dois anos.

Falar de Ceci Moraes, é um infinito de palavras que mesmo assim não definiriam o seu jeito singular de ser. Irmã presente, filha exemplar, vó querida, esposa dedicada e cumplice, mãe acima de qualquer outra opção. Tinha necessidade de saber diariamente de cada um de seus filhos, o que estava fazendo, se viajou, com quem, o porquê, e muito mais da vida pessoal, inclusive tudo que fosse de seu interesse. Aprendeu a usar celular, entrar nas redes sociais e ficava atenta quando via foto dos filhos ou netos. Já ligava logo perguntando sobre a postagem que ela viu. Não importa se o filho fosse até maior de 50, tinha carão e chamada no tronco do ouvido como ela dizia. Também uma boa enxadrista, trouxe o xadrez para fazer parte da sua rotina, desafiava filhos, netos e genros na disputa de xeque-mate ao rei, mas logo interrompia o duelo, caso suas estratégias fossem descobertas, e falava que já estava na hora de parar. Nossa linda Ceci Moraes ganhou o apelido carinhoso de: O Gambito da Rainha.

Mulher determinada e segura de si, dizia sempre que agiria conforme seus modos se assim Deus permitisse. E, parece que Deus gostava dela e abençoava seus planos pois sempre eram assertivos. Assim foi seguindo. Rezava o terço diariamente, e entre seus agradecimentos de pedidos estava o de ter uma boa morte. Que sua passagem fosse tranquila e sem grandes sofrimentos.

No alto dos seus 85 anos bem vividos, recebeu o chamado dos céus. Assim, na tarde de 27 de março de 2022 foi ao encontro do Pai, seguindo pra eternidade.

Ficaram para transmitir seu legado de fé, força, determinação e coragem seus filhos, netos, noras, genros, bisnetos, sobrinhos, irmãos, primos, parentes, amigos que sentem a saudade de sua ausência física, mas creem na vida espiritual, na vida eterna e que um dia haverá um reencontro.


Até um dia.

Gratidão a todos que compartilharam com a família esses momentos de pesar e de esperança.


© Academia Iracemense de Letras e Artes (AILA).

 
 
 

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