top of page
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram

No Dia do Poeta, eis os iracemenses!

  • ailacultatende
  • 20 de out. de 2022
  • 3 min de leitura

São muitas datas que se relacionam ao fator da escrita a se celebrar, de vez em quando faço este levantamento, mas que ao final só me deixa um sentimento, o de que a escrita não tem dia.

Neste emaranhado de datas temos: 14 de março (e também 31 de outubro) como Dia da Poesia, 21 de março é o Dia Mundial, mas 1º de agosto é Dia do Cordel, que também é poesia; HOJE, 20 DE OUTUBRO, celebra-se o Dia do Poeta, apesar de que em 19 de outubro ser o Dia do Cordelista, que também é poeta e 25 de julho é Dia do Escritor, sendo que o poeta também é um escritor.

Assim, celebrando o hoje, reunimos alguns poetas de Iracema, certos de que há muitos ainda a ser descobertos, papel nosso, da Academia Iracemense de Letras e Artes (AILA). Viva os poetas, daqui e de todos os cantos.






ESCRITA

(Hélcio Santos)


Escrevendo digo coisas

Que tentando dizer não consigo

Minhas letras são afoitas

E os versos combinam comigo

A vida me fez poeta

E essa doçura secreta

Me fez seu melhor amigo.


Chorando as vezes escrevo

Sorrindo escrevo também

Em maus dias me atrevo

A escrever pelo bem

Que quando chega, me anima

E vou assim, de rima em rima

Rimando pelo que vem.


Nas muitas linhas da vida

Sigo como um sonhador

A rima na minha lida

É como um sonho de amor

É remédio que salva e cura

Acesa, é esperança pura

Que encerra qualquer temor.





HISTÓRIA DE PESCADOR

(Carla Paiva)


Do livro "As sombras na sala de estar".


quando o céu clareava após dias de tempestade

os destroços eram arrastados em silêncio

pelo chão da casa


enfiados pela goela

digeridos em mentiras

sufocados no travesseiro


chuva fina no telhado

era a voz que suave me dizia:

acredite, não haverá mais tempestades.


eu adormecia sobre a promessa de um dia não mais sangrar.


mas vinha as nuvens

e o claro céu escurecia


a voz suave transformada em trovoadas

a voz suave clareando raivosa o céu escuro

a voz

suave

contando mentira.






MATANÇA!

(Caio César Muniz)


Viva o agro, que é pop,

Terra infértil, nada aflora,

Manda brasa no veneno

Que se dane fauna e flora.


Tem veneno na comida,

Nem o verde é natural.

E aprovaram mais veneno

Tudo em prol do Capital.


Muita grana no Senado,

Pra votar a podridão,

Os apaches e os capachos

Agro vis desta nação.


Tem veneno no estuário,

Água podre para o pobre.

Pro chefão, a mineral,

Perfumosa, rica, nobre.


Polui rios, mar e céu,

Terra e tudo em prol da grana.

Que desgraça esta raça

Malfadada, inumana.






VIDA

(Vinícius Campelo Pontes Grangeiro Urbano)


Esforço

Parede

Chão


Destruição

Desconstrução

Reconstrução


Areia

Brita

Cimento

Massa

Suor


Tijolos

Pilha

Força

Mãos


Horas

Dias

Meses

Tempo


Vida

Morte

Amor

Ódio


Exclamação

Interrogação

Vírgula

Ponto final.


Começo

Meio

Fim.

Ciclo.





A SAUDADE

(Paulo César Guerra)


Numa noite embriagado pela a saudade

Andei desnorteado a procura de ti

Com o meu peito despido e alma nua

Atravessei a solidão do dia e as horas sem fim da madrugada


A cada calafrio a sua imagem à minha frente

A cada estrela o seu olhar

E como a relva que cobre a terra desnuda

O seu cabelo é o véu que cobre o meu rosto

E a sua presença é como a claridade do luar


Ah, homens sábios e poetas não sabem revelar

O que senti quando passei a te amar

Quando me perdi na intenção de te achar

Sem volta eu fui sem querer voltar


Acompanhado com a sua beleza e olhos firmes

O seu silêncio se fez em mim morada

Com ele eu converso, brinco, danço e o provoco

Querendo quebrar o silêncio do seu silêncio

A fim de ganhar um beijo da sua alma


Resolvi fazer as pazes com saudade

Que ela olhe pra esse poeta sem maldade

Que de vez em quando ela não seja tão cortante

Ao ponto de me deixar perdido sem órbita

Como a solidão de um planeta errante


Quando a saudade apertar e for gritante

Acompanhe o vento como os veleiros no mar

O vento saberá onde estarei te esperando

Quando o vento perto de ti passa assobiando

São meus versos e canções que pra ti eu canto.

 
 
 

Comentários


Junte-se à nossa lista de endereços

Obrigado pelo envio!

Contato: Telefone (084) 9 99040286 | ailacultatende@gmail.com

© 2022

  • Facebook Black Round
  • Tumblr Black Round
bottom of page