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Há um tempo

  • ailacultatende
  • 11 de set. de 2022
  • 2 min de leitura

Por Vinícius Campelo Pontes Grangeiro Urbano

Ocupante da Cadeira nº 12 da AILA.


Há um tempo não apareço aqui aos domingos falando das coisas que me passam, e tagarelando sobre esse mundo que vivemos. Despojar desse espaço é ter a felicidade de talvez ser lido por você e talvez criar uma intimidade estranha que temos ao ler alguém, ainda mais quando esse alguém nos escreve suas ideias íntimas, como comumente eu faço aqui.

O tempo distante é frente as demandas de um mundo que sobe sobre nossa cacunda, deixa nossas pernas bambas e nos impedi de seguir por onde queremos até deixarmos estes pesos nos locais certos. Foram muitos pesos acadêmicos e um curto prazo, mas os deixei. As consequências do abandona das palavras livres, foi um pouco da lembrança do prazer em se consagrar no texto.

Escrever é também se inscrever. É fazer matéria o tanto de pensamentos soltos. A palavra escrita é o lapidar da pedra que vai dando forma a imagem de dentro que grita por sua saída. E em mim há muitos gritos. Vozes novas que se apresentam em cada novo cruzar de mundo e passar de ponteiro.

Estar vivo é estar gritando. E eu grito sempre que posso, seja em papéis, seja em minha mente, seja em público. A voz insiste em querer dizer, em querer andar frente o que ainda não sei.

E poder gritar novamente aqui é um prazer enorme. Fazer som aonde se escutou os primeiros sons, é poder contribuir para os ecos de um futuro em forma de gente que virá.

Por isso, meu caro ou minha cara leitora, escrevo. Porque tenho esperança que os gritos mudem algo. Porque preciso me inscrever em um novo que ainda não sei. Porque preciso fazer essa intimidade com a palavra, o mundo e quem sabe com você que me ler.

Hoje retomamos nossos domingos, juntos, mesmo que distantes. Espero trazer o novo que me pegou pelas pernas durante os pesos que levei na cacunda e sei que mais uma vez terei de levar, e talvez leve durante todo uma vida, mesmo que sendo pesos diferentes. Mas pretendo também fazer diferente com esses pesos que não seja só o levar mudo. Pretendo fazer destes pesos a minha arte de escrita e cotações. Ademais, um forte abraço e até próximo domingo, com essa nossa intimidade feita sobre palavras escritas.

 
 
 

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