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Histórias de pescador

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

Por Henes Dácio Urbano Muniz.

 

Se não fosse tão desacreditada as histórias de pescador, iria falar de algumas dessas experiências do mundo da pesca.

Mas é necessário recrearmo-nos um pouco com casos mais animadores (chega de bombas e de guerras).

Seria importante relembrar que já houve marujos mais competentes e hábeis do que certos pescadores de pesque-pague, e teve um especial. O mais belo entre os dez mil.

Chamava-se Chico Muniz. Figura de histórias e peixadas, no mínimo, hiperbólicas e cheias de superlativos. Aquilo era pra dar contornos de dramaticidade ou expressividade as coisas dessa arte mui antiga, tanto quanto o seu tempero na caldeirada de jatuarana que todas as segundas-feiras ele preparava para os mais achegados na Avenida Abunã, esquina com Buenos Aires.

"Alguma coisa acontece no meu coração quando eu cruzo a Ipiranga com a Avenida São João". Caetano Veloso.

Quantas historietas ficaram guardadas nas muitas esquinas das nossas vidas, muitas delas subjetivas.

Se não me quer alusiva, me deixa tê-la ao menos por uma noite.

Enquanto dorme tranquila

Nas muitas ruas que te encontrei e me perdi.

Sempre desejosa, nunca fôra minha.

Amante és de outros abraços que nunca se achou entre nós.

 

É melhor voltar para os peixes e velas.

Particularmente eu fui a três pescarias memoráveis com o velho marinheiro. Duas em Rondônia, mais precisamente no igarapé Preto e rio Contra. Em ambas, só ganhávamos experiências sobre a planície amazônica e seus muitos canais embrenhados na densa floresta de mata virgem.

Foram às melhores pescarias que já fui. Não pegamos uma piaba.

Tá bom assim, mais moradores aquáticos nos rios amazônicos.

Voltamos pra o barraco de palha com o bornal cheio de risadas amistosas, enquanto se ouvia os sons das araras coloridas, macacos e uma infinidade de outros barulhos comuns naquele lugar vibrante, além dos inúmeros e múltiplos metros de chuva, sim, ali na década de 90, ninguém se importava quantos dias estava chovendo.

A última foi a mais tediosa, embora tenha sido a de maior fartura. Pegamos muitas “cumatãs gordas, mas de tão empolgados que estávamos, nos esquecemos de como às duas anteriores foram tão boas.

É...

Saudoso és entre nós.

Com histórias e pontos

Em grupo, estamos sós

Lembranças dos muitos contos.

 

Caso não seja muito cansativo pra o leitor, contarei somente mais três e ponto.

Conheço um homem que foi uma pescaria e pegou um peba de carrasco. Estranho, porém verídico.

Esse sujeito não é de meias verdades ou afins, e esse mesmo ente fantástico, numa enxurrada, lá pras bandas do Canindezinho, mergulhou atrás de um peixe, esqueceu que estava de óculos e perdeu o mesmo no mergulho.

Perdeu os óculos e o peixe. Ficou com fome e às cegas.

Outro sujeito dessas cercanias, perito na pesca mais primitiva e invejável possível (pesca com às mãos) botou atrás de um piau nas águas profundas, mas o danado do peixe entrou na loca de pedra.

O pescador enfiou a mão ali, pegou o piau, mas a mão ficou entalada na loca, então lhe ocorreu um dilema.

Pego o piau ou morro afogado?

Numa atitude muito sábia, soltou o bicho se livrou da loca.

Um piau a mais no açude do Ema e um afogado a menos nas estatísticas.

Até outra pescaria.

 
 
 

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