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Dias de poesia!

  • ailacultatende
  • 1 de ago. de 2022
  • 2 min de leitura

Por Francisco Caio César Urbano Muniz

Presidente e ocupante da Cadeira nº 21 da AILA.


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Desde 1997, ou um pouco antes, que tenho o dia 14 de março como o Dia Nacional da Poesia, naquela época eu nem sabia que a poesia tinha um dia só dela. As notícias vinham de Natal, capital do RN, onde os poetas iriam celebrar a data, jogando garrafas com poemas ao mar.

Aquilo foi suficiente para inflar um movimento Mossoró que revolucionaria o cenário poético local com a criação da POEMA – Poetas e Prosadores de Mossoró, que também foi beber na fonte da poesia da “Cidade dos Poetas” (Assu) e serviu de exemplo para a criação da Sociedade dos Poetas Vivos de Afins do RN (SPVA/RN).

O 14 de março é uma homenagem ao aniversário do poeta dos escravos, Castro Alves (1847) e esta data fixou-se em nossa cabeça, poetas mossoroenses e fizemos dela um marco, celebrando sempre a data com recitais pelos bares, feiras, calçadas e até nos sinais de trânsito.

Eis que depois de muito tempo fizeram do dia 31 de outubro, pela força da Lei 13.131/2015 também um Dia Nacional da Poesia. Neste caso uma homenagem ao aniversário poeta de Itabira/MG Carlos Drummond de Andrade (1902). A data não pegou e nós continuamos a comemorar a data maior em 14 de março. Se a poesia não obedece leis, imagine poetas.

Eis que agora mais recentemente, descobrimos que há ainda uma outra data que refere a nós, os vates, escribas, loucos, poetas. O dia 20 de outubro. Não me pergunte quem criou. Para além disto, mais outras: 1º de agosto, Dia do Cordel (que é poesia) e do Dia do Poeta da Literatura de Cordel (que é cordelista e que é só poeta mesmo, se ele quiser).

Achou pouco? Tem mais: dia 19 de novembro é Dia do Cordelista, que é Poeta da Literatura de Cordel e é só poeta, se ele também assim quiser). Afora isto temos ainda o dia 25 de junho que é o Dia do Escritor (que pode ser qualquer um que escreva, inclusive os poetas).

Dito isto, creio que não precisamos de datas, afinal de contas nós, que vivemos a poesia com tanta intensidade, a sentimos todos os dias. Celebramos sempre, homenageamos tantos quantos mereçam, e às vezes até quem não merece. A poesia não deveria ter tantas datas. Ela é de todo dia e de todos nós.

 
 
 

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