top of page
  • Facebook
  • Twitter
  • YouTube
  • Instagram

Ao mestre Antonio Francisco e suas 73 primaveras!

  • ailacultatende
  • 21 de out. de 2022
  • 2 min de leitura

Foi lá pelo último ano no último século (1999) que conheci o poeta Antonio Francisco. Estávamos com dois anos de criação da POEMA – Poetas e Prosadores de Mossoró, uma brincadeira que se tornou coisa séria e passou a ter na poesia a sua ancora principal.

Fazíamos naquele ano, sob a batuta do poeta Crispiniano Neto, hoje presidente da Fundação José Augusto, secretário estadual de cultura, um curso de poesia para celebrar uma das nossas datas máximas, o 14 de março.

No rol de “estudantes”, alguns já conhecidos dos nossos recitais nos bares e calçadas de Mossoró: Silvana Alves, a poetisa do amor, Margareth Freire e seu erotismo, Maria Auxiliadora, Ricarte Balbino, Marcos Ferreira, Rogério Dias, Cid Augusto, Francisco Nolasco, Genildo Costa e um baixinho até então desconhecido da maioria.

Participou de toda a semana de “aulas”, naquela época caladão, deixou para o encerramento o seu show. Recitou naquela ocasião o cordel “Meu sonho” e levou todo mundo às lágrimas. Até hoje penso que durante a semana, passou inteira mangando da gente, pois era um poeta de proporções gigantescas.

Pouco se falava em cordel naquela época, o baixinho passou a integrar os nossos recitais. Aqui, ali, acolá... não bebia naquela época, se recuperava de um trauma profundo e assunto “intocável” até hoje. A verve era pulsante, como é até hoje e chegava a espantar.

Ganhou o gracejo da Petrobras e de editoras, ganhou homenagens que já não cabem mais na sua casa da Lagoa do Mato, inclusive até, do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quando na ocasião tinha como seu secretário de cultura, o cantor baiano Gilberto Gil. Ficou famoso, virou referência.

Tive a honra de ter publicado o seu primeiro livro, lógico, não sem a bênção de Vingt-un, o editor, que custeou toda a tiragem. Digitei verso a verso, ouvindo em primeira mão cada cordel, revisando, sugerindo, pois ele trazia tudo “de cabeça”. Foi de Rogério Dias a primeira capa. Também publicamos a segunda cria literária.

Hoje Antônio pertence ao mundo, tem muitos “descobridores”, pois dizem que “o sucesso tem muitos pais, mas o fracasso é órfão”. Qualquer coisa para além desta história será estória para boi dormir e todos os louros são dele, Antônio.

Hoje celebrando suas 73 primaveras, mando daqui meu abraço, caloroso, de irmão de sonho e de verso, torcendo para que cuide de sua saúde, de sua voz, um dos seus principais materiais de trabalho e do quengo, onde fica o baú da inspiração. Vida longa ao poeta!

 
 
 

Comentários


Junte-se à nossa lista de endereços

Obrigado pelo envio!

Contato: Telefone (084) 9 99040286 | ailacultatende@gmail.com

© 2022

  • Facebook Black Round
  • Tumblr Black Round
bottom of page