A saudade
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Por Henes Dácio Urbano Muniz.

A saudade, caso fosse uma dor que mata, já teria feito muitas vítimas.
É uma fisgada que rasga o coração.
Sofrimento que, embora não busquemos, chega e instala-se sem pedir licença.
Mas, é melhor ter memórias guardadas do que possuir um castelo vazio...Oco.
Ali, no lamento individual, cada um sente as lacerações comuns a todos nós.
Como um mau remédio, tomamos doses que nunca cicatrizam às chagas.
Lá se vão os anos do luto, da perda.
É bom guardar os bons dias vividos, como se fossem amigos consoladores das horas mais difíceis da vida.
Hoje Pedro, amanhã... Ah! o que nos aguarda o amanhã?
Entreguemo-nos aos cânticos de alegria, antes que venham os tempos das lamentações.
É, a saudade nos envolve como um lençol no sono da noite penumbral, parcialmente iluminada.

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